Na quarta, te entreguei o guia prático: cronograma, passo a passo, checklist. Você já sabe como fazer sua campanha de Páscoa.
Hoje vou te mostrar quem fez e deu certo.
Porque, olha: tem campanha de Páscoa que vende MUITO. E tem campanha que passa batida, desperdiça budget e não gera resultado nenhum.
A diferença entre uma e outra? Estratégia.
Nesse sentido, vou dissecar cases reais de marcas que arrasaram em Páscoas recentes (2024-2025), mostrar o que funcionou, o que não funcionou, e principalmente: o que você pode aplicar na sua campanha, mesmo sendo pequeno.
Além disso, vou te dar um anti-case – aquele exemplo do que NÃO fazer.
Bora?
Por que alguns vendem MUITO na Páscoa e outros passam batido
Antes dos cases, preciso te contar uma verdade:
Páscoa 2025 movimentou R$1,8 bilhão só em e-commerce no Brasil.
Isso mesmo. Quase dois bilhões. Nesse sentido, não é “datinha pequena”. É a segunda maior do varejo, perdendo só pro Natal.
Mas aqui está o problema: esse bolo não é dividido igualmente.
Portanto, você tem marcas que faturam milhões na Páscoa. E tem marcas que mal conseguem pagar o custo da campanha.
O que separa os dois grupos?
Não é tamanho. Não é budget. É abordagem estratégica.
Consequentemente, as marcas que vendem MUITO fazem coisas específicas:
- Começam cedo (em janeiro já estão planejando)
- Criam algo memorável (não só desconto genérico)
- Contam história (não só empurram produto)
- Conectam com posicionamento (Páscoa reforça quem elas são)
- Geram experiência (além do produto físico)
Além disso, elas entendem uma coisa fundamental: Páscoa não é sobre chocolate. É sobre conexão emocional.
Portanto, quem vende emoção, vende mais. Quem vende só produto, compete por preço.
Vamos aos cases:
Case 1: Cacau Show e o Coelho Chef – quando personagem vira ativo de marca
O que fizeram:
A Cacau Show, maior rede de chocolates do Brasil, trouxe de volta em 2025 o Coelho Chef – personagem 3D carismático que já aparecia em campanhas anteriores.
Dessa forma, criaram 4 filmes publicitários estrelados pelo personagem, veiculados em:
- TV aberta (Fantástico)
- Redes sociais
- Mídia OOH (out of home)
A estratégia por trás:
Nesse sentido, Cacau Show não vendeu chocolate. Vendeu universo mágico.
O Coelho Chef não é só mascote. É persona que personifica os valores da marca: criatividade, capricho, magia.
Além disso, ao criar conteúdo em vídeo (não só foto estática), geraram:
- Conexão emocional (personagem cativante)
- Storytelling (Coelho como “mestre criador” dos ovos)
- Diferenciação (concorrentes vendem produto, eles vendem experiência)
Resultados:
Consequentemente, Cacau Show domina a categoria há anos. Portanto, não é acidente – é estratégia de marca consistente.
O que você pode copiar:
Você não precisa de personagem 3D. Mas precisa de identidade reconhecível.
Ação prática:
- Cria um “mascote” visual pro seu negócio (pode ser ilustração simples)
- Usa sempre nas campanhas sazonais
- Conta histórias COM ele, não só mostra produto
Dessa forma, sua Páscoa vira parte de uma narrativa maior, não ação isolada.
Case 2: Hershey’s e o “Coração de Barra Lover” – ressignificando commodity
O que fizeram:
Hershey’s tinha um desafio: barras de chocolate são commodity. Todo mundo tem.
Como fazer barra virar presente de Páscoa desejável?
Nesse sentido, criaram campanha “Coração de Barra Lover sempre cabe mais um”:
- Embalagens temáticas ilustradas
- Experiência física: Cabine de vento + fotos no Shopping Eldorado (SP)
- Ativação urbana: “Carro da Barra” percorrendo a cidade
- Storytelling emocional: Barra como presente afetivo, não só chocolate
A estratégia por trás:
Portanto, Hershey’s elevou a categoria.
Barras sempre foram vistas como “chocolate pra comer sozinho”. Eles reposicionaram como “presente que demonstra afeto”.
Além disso, criaram momentos instagramáveis (cabine de vento, carro temático). Consequentemente, clientes viraram mídia espontânea.
Resultados:
Impacto estimado: 800 mil pessoas só na ação do shopping. Nesse sentido, alcance orgânico nas redes foi exponencial.
O que você pode copiar:
Você não precisa de shopping. Mas precisa ressignificar seu produto.
Ação prática:
- Pega produto “comum” do seu catálogo
- Reposiciona como “presente especial de Páscoa”
- Cria embalagem/apresentação diferente
- Conta POR QUE é presente, não só O QUE é
Dessa forma, commodity vira diferencial.
Case 3: Pátio Gourmet – experiência aspiracional que vende premium
O que fizeram:
Pátio Gourmet (Norte do Brasil) criou campanha que misturou:
- Produtos artesanais exclusivos: Ovo Mil Folhas 8kg, Espiral da Alegria (miniovinhos pintados à mão)
- Sorteio aspiracional: Viagem pra Gramado (capital do chocolate artesanal)
- Storytelling de luxo: Contos de fadas + exclusividade
A estratégia por trás:
Nesse sentido, Pátio Gourmet não competiu por preço. Competiu por desejo.
Portanto, posicionaram Páscoa como experiência premium, não compra comum.
Além disso, o sorteio não foi “ganhe um ovo”. Foi “ganhe uma experiência” (viagem pra Gramado). Consequentemente, elevou percepção de valor.
Resultados:
Linha com 100+ itens artesanais. Posicionamento como referência premium na região.
O que você pode copiar:
Você não precisa fazer ovo de 8kg. Mas precisa criar algo aspiracional.
Ação prática:
- Oferece “experiência” além do produto (voucher, brinde especial, acesso VIP)
- Cria edição limitada (escassez gera desejo)
- Conta história de “exclusividade” mesmo em pequena escala
Dessa forma, seu produto vira objeto de desejo, não commodity.
Case 4: Americanas – varejo que virou entretenimento
O que fizeram:
Americanas lançou “Uau! É Páscoa na Americanas” com:
- 600+ conteúdos nas redes sociais
- 7 lives temáticas
- 115 influenciadores ativados
- Ameriquinho (mascote criado por IA) com ovo próprio da marca Delice
- Retail media robusto: Personalização + ativações físicas e digitais
A estratégia por trás:
Americanas entendeu: varejo não vende só produto, vende conteúdo.
Nesse sentido, transformaram Páscoa em evento de entretenimento.
Além disso, usar o Ameriquinho (mascote IA) criou conexão com público jovem/tech.
Portanto, não foi “compre chocolate aqui”. Foi “participe da Páscoa Americanas”.
Resultados:
Posicionamento como referência em varejo interativo. Consequentemente, Páscoa virou plataforma de branding, não só vendas.
O que você pode copiar:
Você não precisa de 115 influencers. Mas precisa criar conteúdo além do produto.
Ação prática:
- Faz 1 live mostrando bastidores da preparação
- Cria 10-15 posts educativos (não só vendas)
- Ativa 2-3 micro influencers locais (troca por produto)
- Transforma campanha em “evento”, não só promoção
Dessa forma, gera engajamento, não só conversão direta.
Case 5: Brasil Cacau e o “QGG” com Leo Santana – quando celebridade encontra produto
O que fizeram:
Brasil Cacau trouxe Leo Santana (cantor, conhecido como “GG”) pra estrelar campanha mostrando o “QGG” – Laboratórios de Recheios da marca.
Conceito: Sabor, Crocância e Recheio têm que ser GG (grandes).
A estratégia por trás:
Portanto, Brasil Cacau conectou persona do embaixador (Leo = GG) com proposta do produto (tudo tem que ser grande/generoso).
Além disso, ao mostrar “laboratório de recheios”, criaram storytelling de bastidores – como se estivessem revelando segredo.
Nesse sentido, não foi só “compre ovo”. Foi “veja como fazemos diferente”.
Resultados:
Alcance massivo (Leo Santana tem milhões de seguidores). Consequentemente, marca conectou com público jovem nordestino.
O que você pode copiar:
Você não precisa de celebridade. Mas precisa conectar pessoa com produto.
Ação prática:
- Identifica “embaixador” local da sua marca (cliente fã, parceiro, você mesmo)
- Mostra bastidores (como você faz, prepara, escolhe)
- Conecta personalidade dessa pessoa com valores do produto
Dessa forma, humaniza marca e gera identificação.
Anti-case: o que NÃO fazer (erros comuns que matam campanhas)
Agora vamos ao que não funciona. Porque aprender com erro alheio é mais barato.
Erro 1: Ser genérico demais
O que acontece:
- Post com coelhinho clipart
- Legenda: “Feliz Páscoa! Aproveite 10% off”
- Zero personalidade, zero diferenciação
Por que não funciona:
Nesse sentido, você vira mais um. Portanto, cliente não lembra de você, compra do primeiro que aparece (geralmente o mais barato).
Solução:
Consequentemente, cria identidade própria na campanha. Usa SEU tom de voz, SUA estética, SEU diferencial.
Erro 2: Focar só em desconto
O que acontece:
- Campanha inteira baseada em “20% off”
- Nenhum storytelling, nenhuma emoção
- Só preço
Por que não funciona:
Além disso, competição por preço é corrida pro fundo do poço. Sempre vai ter alguém mais barato.
Solução:
Portanto, vende valor, não preço. Mostra POR QUE vale a pena, não só QUANTO custa.
Erro 3: Começar tarde
O que acontece:
- Semana da Páscoa: “Ah, vou fazer alguma coisa”
- Cliente já comprou do concorrente
Por que não funciona:
Nesse sentido, timing mata conversão. Quem chega primeiro vende mais.
Solução:
Consequentemente, planeja com antecedência. (Como te mostrei no guia de quarta – começa AGORA!)
Erro 4: Não conectar com posicionamento
O que acontece:
- Marca minimalista faz post cheio de coelho colorido
- Marca sofisticada oferece “promoção relâmpago”
- Desconexão total com identidade
Por que não funciona:
Portanto, confunde cliente. Ele não reconhece sua marca.
Solução:
Além disso, Páscoa precisa reforçar quem você é, não contradizer.
Erro 5: Esquecer logística
O que acontece:
- Vende muito
- Não entrega a tempo
- Cliente frustrado, marca queimada
Por que não funciona:
Nesse sentido, experiência ruim em data sazonal mancha marca pro ano todo.
Solução:
Consequentemente, calcula capacidade ANTES. Comunica prazo claro. Cumpre promessa.
O que esses cases têm em comum: DNA das campanhas que funcionam
Agora vamos extrair os padrões que aparecem em TODAS as campanhas de sucesso:
Padrão 1: Storytelling > Produto
Cacau Show: Coelho Chef cria ovos mágicos Hershey’s: Barra como presente de afeto Pátio Gourmet: Viagem aspiracional
Portanto, todos contam história, não só mostram produto.
Padrão 2: Experiência além da compra
Hershey’s: Cabine de vento, carro temático Americanas: Lives, conteúdo, evento Brasil Cacau: Bastidores do “laboratório”
Nesse sentido, todos criam momentos, não só transações.
Padrão 3: Identidade forte
Cacau Show: Coelho Chef reconhecível Americanas: Ameriquinho (mascote IA) Brasil Cacau: GG (conexão com Leo Santana)
Consequentemente, todos têm personalidade clara, não são genéricos.
Padrão 4: Multicanal integrado
Todos usaram:
- Redes sociais
- Mídia tradicional (TV/OOH)
- Ativações físicas
- Influenciadores
Portanto, presença consistente em vários pontos de contato.
Padrão 5: Começaram cedo
Campanhas lançadas em janeiro-fevereiro (não semana da Páscoa).
Nesse sentido, timing estratégico faz diferença.
Lições estratégicas: o que aplicar na SUA campanha
Agora vamos ao que interessa: como você traduz isso pra sua realidade?
Lição 1: Você não precisa de milhões, precisa de história
Cacau Show tem budget gigante. Mas a essência (Coelho que cria ovos) pode ser replicada em pequena escala.
Ação prática:
- Conta SUA história (por que você faz o que faz)
- Mostra bastidores (como prepara, escolhe, cria)
- Humaniza marca (coloca rosto, voz, personalidade)
Lição 2: Experiência pode ser simples mas memorável
Hershey’s fez cabine de vento. Você pode fazer:
- Live mostrando produção
- Embalagem personalizada à mão
- Cartão escrito especialmente
Portanto, escala muda, princípio não.
Lição 3: Identidade visual consistente vale mais que produção cara
Todas as marcas mantiveram coerência visual.
Nesse sentido, melhor Páscoa “simples mas com sua cara” que “elaborada mas genérica”.
Ação prática:
- Usa SUA paleta de cores (não “cores de Páscoa” genéricas)
- Mantém SUA tipografia
- Adapta Páscoa ao SEU branding, não o contrário
Lição 4: Conteúdo > Anúncio
Americanas fez 600 conteúdos. Você pode fazer 20-30.
Portanto, volume de conteúdo (educativo + vendas) gera mais resultado que 1 anúncio perfeito.
Ação prática:
- 70% conteúdo educativo/entretenimento
- 30% venda direta
- Consistência > Perfeição
Lição 5: Timing é tudo
Começar em março = tarde. Começar em janeiro-fevereiro = cedo. Começar AGORA (se você ainda não começou) = urgente mas possível.
Portanto, se você leu o guia de quarta e ainda não agiu, age hoje.
Visão de mercado: tendências Páscoa 2026
Agora vamos olhar pro futuro. O que esperar pra Páscoa 2026?
Tendência 1: Personalização em massa
O que tá acontecendo: Consumidores querem produtos únicos, mas com praticidade de produção em escala.
Exemplos:
- Ovos com nome impresso
- Sabores customizáveis
- Embalagens personalizadas
O que fazer: Oferece opções de personalização (mesmo que limitadas). Consequentemente, aumenta percepção de valor.
Tendência 2: Saúde + indulgência
O que tá acontecendo: Páscoa tradicionalmente é “dia do lixo”. Mas consumidor quer indulgência consciente.
Exemplos:
- Ovos sem açúcar / sem glúten / veganos
- Chocolates funcionais (com colágeno, proteína)
- Porções menores (menos culpa)
O que fazer: Se vende comida: oferece opção “saudável”. Se vende outra coisa: conecta com bem-estar.
Tendência 3: Experiências > Produtos
O que tá acontecendo: Consumidor valoriza memória mais que objeto.
Exemplos:
- Sorteio de viagem (Pátio Gourmet)
- Ativações presenciais (Hershey’s)
- Conteúdo/entretenimento (Americanas)
O que fazer: Cria “experiência” junto com produto. Portanto, vende momento, não só item.
Tendência 4: Compra online + retirada física
O que tá acontecendo: 70%+ dos consumidores pesquisam online, mas muitos preferem retirar na loja.
Exemplos:
- Compra no site, retira no dia
- Evita frete + garante prazo
O que fazer: Se tem ponto físico: oferece “clique e retire”. Nesse sentido, facilita logística E experiência.
Tendência 5: Influência das redes sociais (principalmente TikTok)
O que tá acontecendo: 30%+ das compras de Páscoa 2025 foram influenciadas por redes sociais.
Exemplos:
- Vídeos de unboxing
- Trends de “Páscoa aesthetic”
- Reviews de influencers
O que fazer: Investe em conteúdo em vídeo (Reels/TikTok). Além disso, ativa micro influencers locais.
Lições finais: Páscoa como laboratório de branding
Deixa eu resumir o que conversamos:
1. Campanhas que vendem MUITO têm padrões: storytelling, experiência, identidade, multicanal, timing certo.
2. Cases de sucesso (Cacau Show, Hershey’s, Pátio Gourmet, Americanas, Brasil Cacau) mostram que estratégia > budget.
3. Anti-cases provam: genérico, focado só em preço, começado tarde, desconectado do posicionamento = não funciona.
4. Você pode replicar princípios mesmo em pequena escala. Escala muda, estratégia não.
5. Tendências 2026: personalização, saúde+indulgência, experiências, omnichannel, redes sociais.
6. Páscoa não é só data de vendas. É laboratório pra testar branding, storytelling, conexão emocional.
7. Consequentemente, o que funciona na Páscoa pode ser aplicado em outras datas (Dia das Mães, Natal, Black Friday).
8. Portanto, trata Páscoa como investimento estratégico, não oportunismo.
Reflexão final
Cacau Show vendeu universo mágico. Hershey’s vendeu afeto. Pátio Gourmet vendeu experiência aspiracional. Americanas vendeu entretenimento.
Nenhum vendeu chocolate. Todos venderam emoção.
Nesse sentido, a pergunta que deixo:
O que VOCÊ está vendendo nesta Páscoa?
Produto ou conexão? Desconto ou valor? Transação ou experiência?
Porque, olha: quem vende produto compete por preço. Quem vende emoção cria lealdade.
Além disso, você tem 25 dias (se leu o guia de quarta, já sabe o cronograma).
Portanto, tempo ainda dá. Mas não sobra.
Consequentemente, a escolha é sua:
Fazer campanha genérica que passa batida? Ou criar algo memorável que posiciona sua marca?
Os cases estão aí. As lições também. Agora é executar.
Na próxima semana:
Quarta: Novo conteúdo estratégico de branding Sexta: Mais um 🔍 Visão Estratégica com case quente do mercado
Até lá!
Belle Martins
CEO • Eureka


